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A Dica do Especialista de hoje é do Dr. Bruno Aichinger Dipp – CRM-PR 29.235, ele atua em Curitiba com a prática Ortomolecular, Nutrigenômica, Longevidade e Terapia Integrativa e hoje vai nos explicar um pouco mais sobre a Neuroplasticidade dentro de uma série de conteúdos baseados em seu artigo Neuroplasticidade na Preservação da Cognição.

Continuando a abordagem sobre a neuroplasticidade, com base no artigo do Dr. Bruno Dipp, hoje explicaremos um pouco mais afundo sobre os nutrientes e seus benefícios no organismo e funções cerebrais:

Nutrientes e seus Benefícios

Os Nootrópicos são substâncias que estimulam a capacidade cognitiva, seja por um progresso na memória, atenção, concentração ou motivação, além do que é necessário para manter ou restaurar o estado de saúde. Têm ação neuroprotetora, não tem propriedades dos excitantes, tranquilizantes e anti-psicóticos clássicos e os efeitos secundários são limitados. (17,18)

A seguir estão listados alguns compostos e seus benefícios para com a nutrição e remodelamento cerebral:

Suplementação com Oxigênio:

A oxigenação do tecido cortical pode estar reduzida em até 30% com o avanço da idade. Redução adicional do fluxo sanguíneo total ou regional pode ser observada em pacientes com perda de memória. A literatura sugere que pequenos aumentos na disponibilidade do substrato metabólico Oxigênio podem aumentar o desempenho cognitivo. Num estudo comparando O2 a 40% e 21%, existe um aumento no benefício sobre a precisão das respostas quanto maior o nível de dificuldade. De fato, verificou-se uma correlação entre variações na SatO2% e o desempenho cognitivo. A administração crônica de oxigênio hiperbárico, 2h por dia durante 15 dias, em idosos saudáveis, teve efeito positivo na média dos quocientes de inteligência de Wechsler, quando comparados com resultados iniciais. (19)

Piruvato:

A administração de piruvato é neuroprotetora em situações de isquemia, hipoglicemia e excitotoxicidade. Apresenta bom desempenho em modelos neurodegenerativos e de depleção energética. (19)

Creatina:

Aumenta disponibilidade de energia no cérebro. É a principal fonte energética do mesmo. A suplementação com creatina monohidratada, bastante frequente em contextos desportivos, é eficiente no aumento da concentração de creatina/fosfocreatina cerebral com efeitos mais prenunciados após 4 semanas. A suplementação com creatina poderá ser neuroprotetora contra isquemia e processos neurodegenerativos agudos e/ou prolongados. A maioria dos estudos duplamente cegos controlados por placebo que visam o desempenho cognitivo e função cerebral em indivíduos saudáveis relatam achados favoráveis da suplementação com creatina. A suplementação com creatina é na generalidade considerada segura e bem tolerada. (19,21)

Fosfolipídeos

Os fosfolípidos são fundamentais na formação das membranas neuronais. O declínio cognitivo associa-se às alterações na composição lipídica cerebral. (22)

Fosfatidilserina:

É uma substancia lipídica que é incorporada nas membranas de todas as células cerebrais. Nas membranas neuronais desempenha funções na transdução de sinal, comunicação entre células e regulação de crescimento celular. A citidine 5-difosfocolina é um precursor essencial da síntese. Desempenha funções na transdução de sinal, comunicação entre células e regulação de crescimento celular. Auxilia a reduzir os níveis de cortisol fruto do aumento do estresse, reduzindo seu impacto negativo sobre o cérebro. Age na memória e na reversão da redução da memória causada pela idade. (17)

Fosfatidilcolina:

Sintetizada a partir de colina, uridina e ácido eicosapentaenóico ou ácido docosahecaenóico. É um componente da molécula da acetilcolina, um neurotransmissor necessário para a memória. A colina também faz parte da molécula de fosfatidilcolina, um lipídio necessário pelas células cerebrais. (17)

Ácidos Gordos Polinsaturados

Os ácidos gordos polinsaturados são nutrientes essenciais muito conhecidos pelos seus efeitos na redução de doenças cardiovasculares. Contribuem para o funcionamento cognitivo, atuam como precursores de mediadores lipídicos e nos fatores de transcrição da neurogênese, sinaptogênese, diferenciação celular, inflamação e stress oxidativo. (22)

Colina:

Precursor de acetilcolina. Vitamina essencial que pode ser obtida na dieta ou através de síntese hepática. Esta síntese pode ser aumentada com a administração de vitaminas B12, B9 e B6. Ajuda a baixar o colesterol, é um agente lipotrópico, que previne no acúmulo de gordura, tem função protetora das células do fígado e dos rins. Auxilia na transmissão de impulsos nervosos. Melhora a comunicação cerebral, memória e inteligência. Ela pode ser elaborada dentro de nosso organismo a partir de um aminoácido essencial, a Metionina.   O sinal clínico mais evidente de sua carência é a cirrose hepática, pois a Colina previne que chegue a este estado de degeneração das gorduras. Opõe-se à deterioração e obstrução dos vasos, causadas por excesso de gordura no interior de suas paredes. Especialmente, protege os vasos estreitos do coração e do cérebro. Sua deficiência causa o endurecimento das artérias e mal de Alzheimer. Mas a causa principal para o aparecimento do mal está na grande concentração de alumínio nos neurônios.

Ômega 3 e Ômega 6:

Os ômegas 3 incluem o ácido α-linolenico, o ácido eicosapentaenóico, o ácido docosapentaenóico e o ácido docosahecaenóico, e podem ser obtidos pelo consumo de vegetais e peixe. Os ômegas 6 incluem o ácido linoleico, o ácido araquidônico e o ácido docosapentaenóico, e podem ser obtidos pelo consumo de carne e produtos lácteos. Auxiliam no desenvolvimento cerebral em crianças e na manutenção da função cerebral normal em adultos. Os componentes ativos (EPA e DHA) estão incorporados nas membranas celulares do cérebro, desempenham papel importante na construção, melhoram a permeabilidade da membrana (contribui com a nutrição), têm ação anti-inflamatória e protetora contra os efeitos deletérios do estresse. Estudos revelam decréscimo do Ômega 3 com a senilidade e alteração na cognição. (1,10)

Estudos observacionais sugerem que suplementação com ácidos gordos ômega 3 e consumo elevado de peixe podem ter efeito protetor na cognição.

Vitaminas

O uso de polivitamínicos é amplamente comercializado em países desenvolvidos, mas longe do ideal para o organismo. Auxiliam a evitar o processo de oxidação no cérebro que reduz as suas funções. O cérebro é altamente susceptível a oxidação devido ao seu alto conteúdo de lipídios e a baixa concentração de antioxidantes cerebrais.

Vitamina A:

Derivada de retinóides pré-formados ou carotenóides pró-vitamínicos, sendo o β- caroteno o mais prevalente nas fontes alimentares. Ação antioxidante, desempenha um papel essencial na estabilidade da membrana, regulação gênica, neurogênese em adultos, plasticidade sináptica no hipocampo e na função e sinalização dopaminérgica. A vitamina A exerce numerosas funções importantes no organismo, como ação protetora na pele e mucosas e papel essencial na função da retina da capacidade funcional dos órgãos de reprodução. Confere elementos de defesa contra as infecções, preside ao crescimento alimentar dos tecidos dando-lhes resistência às enfermidades, desenvolvimento e manutenção do tecido epitelial. Contribui para o desenvolvimento normal dos dentes e a conservação do esmalte e bom estado dos cabelos. Protege a área respiratória, é essencial na gravidez e lactação, importante para assimilação das gorduras, para a glândula tireóide, fígado e supra-renais, protege a vitamina C contra oxidações, favorecendo a sua assimilação pelo organismo. Trabalha em conjunto com as vitaminas B, D e E, cálcio, fósforo e zinco. Ajuda no funcionamento adequado do sistema imunológico. Ajuda eliminar as manchas senis. Colabora no tratamento de muitos problemas visuais, é antixeroftálmica, ajuda no desenvolvimento ósseo, anticancerígeno. (22,24)

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Vitamina C:

Ação antioxidante e contribui para a síntese de tirosina, carnitina, catecolaminas e peptídeos. O ascorbato pode atuar como co-fator ou co-substrato de diferentes enzimas. Está envolvido na hidroxilação de prolina e lisina para a biossíntese de colágeno; na rota biossintética da carnitina, a qual é utilizada pela mitocôndria para transferência de elétrons na transmembrana na síntese de ATP; na síntese da norepinefrina, a partir da dopamina; e no metabolismo enzimático da tirosina.

A vitamina “C” também tem ação na conversão do colesterol em ácidos biliares e no metabolismo iônico dos minerais. O papel do ácido ascórbico como agente redutor biológico pode ser ligado também à prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. Por ser solúvel em água, acredita-se que a vitamina “C” faça parte da primeira linha de defesa do organismo, e, por ter facilidade de doar elétrons, possui uma grande função antioxidante. No SNC elevadas concentrações nas áreas ricas em neurônios, como o hipocampo, córtex e cerebelo. Desempenha um papel na maturação neuronal, neuromodulação colinérgica e catecolaminérgica. (24)

Vitamina D:

Suas concentrações no plasma são essenciais para a coagulação sangüínea, atividade muscular, transporte dos impulsos nervosos ao músculo e a permeabilidade das membranas celulares. Trabalha em conjunto com a vitamina A para fortalecer dentes e ossos. Sistema nervoso e cardíaco dependem dela.

Pode ser sintetizada na pele como vitamina D3 (colecalciferol) ou obtida de fontes alimentares na forma de vitamina D3 ou D2 (ergocalciferol). Desempenha funções na regulação homeostática do cálcio neuronal, na modulação da síntese de óxido nítrico, e modulação sináptica do neo-cortex e hipocampo através da supra-regulação de fatores neurotróficos. (24) Efeitos anti-neurodegenerativos por propriedade neutrofílica, anti-inflamatórias, anti-oxidativas e anti-isquêmicas (22).

Vitamina E:

A vitamina E é a principal vitamina antioxidante transportada na corrente sangüínea pela fase lipídica das partículas lipoprotéicas. Junto com o beta-caroteno e outros antioxidantes naturais, chamados ubiquinonas, a vitamina E protege os lipídios da peroxidação. A ingestão de vitamina E em quantidades acima das recomendações correntes pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares, melhorar a condição imune e modular condições degenerativas importantes associadas com envelhecimento.

“A vitamina E é um componente dos óleos vegetais encontrada na natureza em quatro formas diferentes α, β, γ e δ-tocoferol, sendo o α-tocoferol a forma antioxidante amplamente distribuída nos tecidos e no plasma. A vitamina E encontra-se em grande quantidade nos lipídeos, e evidências recentes sugerem que essa vitamina impede ou minimiza os danos provocados pelos radicais livres associados com doenças específicas, incluindo o câncer, artrite, catarata e o envelhecimento. A vitamina E tem a capacidade de impedir a propagação das reações em cadeia induzidas pelos radicais livres nas membranas biológicas. Os danos oxidativos podem ser inibidos pela ação antioxidante dessa vitamina, juntamente com a glutationa, a vitamina C e os carotenóides, constituindo um dos principais mecanismos da defesa endógena do organismo” (BIANCHI & ANTUNES).

O stress oxidativo contribui para o desenvolvimento de demência. O uso de antioxidantes lipossolúveis que atravessam a barreira hemato-encefálica, pode prevenir e tratar patologias neurodegenerativas. (22)

Complexo B:

As vitaminas B1, B6, B2 e o ácido pantotênico (B5) são cofatores na produção de dopamina.

B1 ou Tiamina:

Essencial em reações de carboxilação. Funciona como cofator no metabolismo de hidratos de carbono. Tem efeito antineurítico e sua ação é antiberibérica. É indispensável a saúde do sistema nervoso, dos músculos e do coração. E como fator de crescimento normal, da regularidade do metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. (transforma carboidratos em energia), e da manutenção do apetite. Favorece a absorção de oxigênio pelo cérebro. Faz respiração tecidual. Melhora a atitude e o raciocínio.

B2 ou Riboflavina:

Fundamental à cadeia respiratória mitocondrial. Tem a função de coenzima de sistemas que intervêm nas oxidações celulares. Exerce ação promotora do crescimento. Atua na regeneração sangüínea, no fígado, no trabalho cardíaco e no aparelho ocular. Conserva os tecidos. Proteção de corticoesteróides, gliconeogenese e atividade reguladora das enzimas tireoídeas. Ajuda cicatrizar feridas na boca, lábios e língua. Mantém pele saudável, bom funcionamento do trato digestivo, formação de anticorpos e de hemácias, estímulo à assimilação dos sais de ferro. Metaboliza carboidratos, as gorduras e as proteínas. Ajuda o organismo a aproveitar oxigênio e é importante na formação de anticorpos.

B3 ou Niacina:

Precursora de NAD e NADP, fundamental nas reações Redox. Participa nos mecanismos de oxidação celular, intervém no aproveitamento normal dos prótides pelo organismo, influência o metabolismo do enxofre, tem sido usado como agente farmacológico para diminuir o colesterol do plasma. Possibilita o metabolismo das gorduras e carboidratos. Componente de coenzimas relacionadas às enzimas respiratórias e vasodilatadoras. Reduz triglicerídeos, antipelagra. Ajuda a prevenir e aliviar a dor de cabeça provocada por enxaqueca. Estimula a circulação e reduz a pressão sangüínea alta. Importante nas funções cerebrais e revitalização da pele, também na manutenção do sistema nervoso e do aparelho digestivo.

B5 ou Ácido Pantotênico:

Atua no ciclo de Krebs. Auxilia o metabolismo em geral. O Pantenol, forma alcoólica ativa do ácido pantotênico do grupo da coenzima A, e uma substância que apresenta papel dos mais importantes na regulação dos processos de suprimento de energia.

B6 ou Piridoxina:

A vitamina B6 é constituída de três derivados da piridina relacionados: piridoxina, piridoxamina e piridoxal. Permite a assimilação das proteínas e das gorduras. Imunidade celular, liberação de glicogênio hepático e muscular, diurético. Intervém nos processos de crescimento dos tecidos. Cofator essencial no metabolismo de homocisteína à cisteína. Essencial à síntese dos neurotransmissores dopamina e serotonina. Regula os níveis de serotonina.

B7 ou Biotina:

Cofator no metabolismo de ácidos gordos e aminoácidos. É essencial na formação dos ácidos nucléicos: RNA e DNA.

B9 ou Ácido Fólico:

Atua como um doador de grupos metil. Metabolismo de compostos de um carbono, sendo essencial para a biossíntese de purinas e da primidina tímica, vital na formação de glóbulos vermelhos (formação e manutenção de eritrócito e leucócito) e conversão de proteínas em energia. Necessário para o crescimento e divisão celular, recuperação de doenças funcionamento perfeito do trato intestinal.

B12:

Fortalecer o sangue e a medula óssea, ajuda a digestão. Metabolismo celular e crescimento. É o mais poderoso elemento antianêmico até hoje conhecido, e a única substância até hoje encontrada, que age favoravelmente sobre as degenerações nervosas decorrentes da anemia perniciosa. Desempenha papel importante como fator de crescimento. Produz melhoria nas condições gerais (apetite, vigor físico etc), colabora na formação dos glóbulos vermelhos e na síntese do ácido nucléico. Antianêmica, antineurítica, proteger o sistema nervoso de nefralgias, alivia a irritabilidade. Melhora a capacidade de concentração e memória. É necessária na metilação da homocisteína. Sua deficiência causa irritabilidade, distúrbios gástricos, depressão nervosa, glossites, distúrbios sangüíneos, dores musculares, anemia megaloblástica e perniciosa. Fraqueza nas extremidades dos ombros, sintomas de esquizofrenia, dificuldades de locomoção e expressão, distúrbios menstruais, nervosismo e inflamação, envelhecimento precoce. Uma deficiência de B12 pode induzir a uma deficiência de B1, mesmo quando os índices de ingestão de B1 são normais. E a B1 é importantíssima para o bom desempenho do sistema nervoso.

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Fitoterápicos, Flavonóides e Fenóis

Sobre os fitoterápicos, flavonóides e curcuminóides são os principais subgrupos de fenóis com efeitos cerebrais demonstrados. (25)

Os polifenóis, produtos secundários do metabolismo vegetal, constituem um amplo e complexo grupo de fitoquímicos, com mais de 8000 estruturas conhecidas.

Este diversificado grupo de compostos encontra-se dividido em várias classes, segundo o esqueleto carbônico dos fitoquímicos, dentre as quais se destacam a dos ácidos fenólicos e a dos flavonóides, entre outras. A capacidade antioxidante dos polifenóis é devida, principalmente, as suas propriedades redutoras, cuja intensidade da ação antioxidante exibida por estes fitoquímicos é diferenciada uma vez que depende, fundamentalmente, do número e posição de hidroxilas presentes na molécula.

As frutas, principais fontes dietéticas de polifenóis, em função de fatores intrínsecos (cultivar, variedade, estádio de maturação) e extrínsecos (condições climáticas e edáficas) apresentam, em termos quantitativos e qualitativos, composição variada desses constituintes. Por sua vez, eficácia da ação antioxidante depende da estrutura química e da concentração destes fitoquímicos no alimento.

Curcumina:

É o principal componente da planta Curcuma longa. Forte capacidade antioxidante exercida ao aumentar os depuradores de radicais livres e reduzir a peroxidação lipídica. Pesquisadores testaram a memória de pessoas na terceira idade e pré-diabéticas. Durante o estudo essas pessoas receberam um grama de açafrão-da-terra em uma refeição simples. Poucas horas mais tarde, um novo teste foi realizado demonstrando uma melhora significativa na memória funcional dos participantes. (25)

Ginkgo Biloba:

Pode levar a um aumento do desempenho na função cognitiva devido a alterações na circulação cerebral, através de vasodilatação por aumento da biodisponibilidade de NO e antagonismo do fator de ativação plaquetário, redução dos radicais livres, e devido a inibição da MAO-A, atenuação do declínio de receptores de neurotransmissores relacionado com a idade. Estudos recentes mostraram que a ginkgo pode proteger diretamente as células nervosas danificadas em resultado da doença de alzheimer. Nestes estudos, o recurso a esta planta melhorou a lucidez mental e as capacidades cognitivas (concentração, memória, saúde mental). (20,23,24)

Ginseng:

É um dos mais populares suplementos para aprimoramento cognitivo, adaptógeno, uma substância que aumenta a resistência a stress físico, químico e biológico, aumenta a vitalidade e capacidade mental. Suas propriedades farmacológicas são várias: atua como estimulante do sistema nervoso central, regularizando ou aumentando as funções cerebrais; tem ação protetora contra agentes físicos e biológicos, desempenhando atividade imunitária; tem efeito hipotensor no sistema circulatório; atua nos estados de hipoglicemia, potencializando a ação da insulina; diminui os níveis sérios e hepáticos do colesterol em casos de hipercolesterolemia; estimula o córtex da supra-renal, aumentando a concentração urinária de corticoides, tendo ação antiinflamatória; aumenta a taxa de hemoglobina e o número de glóbulos vermelhos; age como antídoto em casos de intoxicação com álcool e barbitúricos; a alantoína tem reconhecida ação cicatrizante e regeneradora celular; as saponinas desenvolvem atividade detergente e emulsificante, funcionando como redutores da tensão superficial. Como fitoterápico é usado em casos de envelhecimento precoce e deve ser empregado juntamente com vitaminas e sais minerais; na arteriosclerose; na depressão; auxiliar no tratamento do diabete senil; indicado em caso de estresse.

Cafeína:

É um alcalóide que atravessa a barreira hemato-encefálica e atua como antagonista competitivo da adenosina nos receptores A1 e A2 dos neurônios. Mimetiza o neurotransmissor adenosina e se liga aos seus receptores no cérebro inativando-os. A adenosina tem um papel inibitório no cérebro, e inativação dos seus receptores aumenta a função cerebral. Aumenta a concentração plasmáticas de adrenalina, com isso aumentando os batimentos cardíacos, pressão sanguínea e estresse. Como resultado, a longo prazo pode aumentar a incidência de infarto. (23)

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Benefícios no Desempenho em Tarefas

Verificam-se benefícios no desempenho em tarefas de vigilância, memória de trabalho e aprendizagem incidental.

Piracetam:

Ativador do metabolismo cerebral que age no sistema nervoso central, protegendo o córtex cerebral contra a hipóxia. O mecanismo de ação exato do piracetam, assim como de outros racetans em geral, não é totalmente compreendido.O medicamento influência as funções neurais e vasculares e influência na cognição sem agir como sedativo ou estimulante. Piracetam é um modulador positivo alosterico do receptor AMPA. A hipótese é de agir em canais iônicos ou portadores de íons, conduzindo assim a uma não específica excitabilidade neuronal, isso explica a sua falta de efeito agonista ou inibitória sobre a ação sináptica, e sua baixa toxidade.O metabolismo do GABA e os receptores GABA não são afetados pelo piracetam. Verificou-se também aumento de fluxo de sangue e do consumo de oxigênio em partes do cérebro, mas isto pode ser um efeito colateral da atividade aumentada do cérebro em vez de um efeito primário ou mecanismo de ação da droga.

Piracetam melhora a função do neurotransmissor acetilcolina via receptores colinérgicos muscarínico (ACh), o que melhor no processo de memória. Além disso, Piracetam pode ter efeito sobre receptores glutamatérgicos do tipo NMDA, que estão envolvidos em mecanismos de aquisição de memórias e aprendizado. Acredita-se que o Piracetam também melhore a permeabilidade da membrada das células cerebrais, diminui a fadiga mental e apoia a criatividade por melhorar a comunicação entre os 2 hemisférios do cérebro.

Coenzima Q10:

Substância natural, produzida pelo organismo, pertencente a uma família de compostos chamados quinonas. Aumenta a disponibilidade de energia no cérebro, tem papel no ciclo de Krebs na mitocôndria. É também usado como suplemento para aumentar a energia e contra o envelhecimento. Efeitos antioxidantes potentes, inibe a peroxidação lipídica e protege contra danos cerebrais induzidos por isquemia.

Em breve:

Melatonina:

A melatonina (N-acetil-5-metoxitriptamina) é um hormônio produzido por diversos animais e plantas. Em animais superiores, é o produto de secreção da glândula pineal. Quimicamente, é uma indolamina sintetizada a partir do triptofano (aminoácido essencial encontrado nas proteínas) e, devido ao seu caráter anfifílico, pode atravessar facilmente as membranas celulares por difusão. Em conseqüência, a melatonina não é armazenada no interior do pinealócito e é imediatamente liberada dentro dos capilares sangüíneos que irrigam a glândula pineal após a sua formação. Assim, a secreção de melatonina depende de sua síntese, que é catalizada por quatro enzimas distintas: triptofano hidroxilase (TPH), descarboxilase de L-aminoácidos aromáticos, N-acetiltransferase (NAT) e hidroxi-indol-O-metiltransferase (HIOMT). Antioxidante, age na recuperação de células epiteliais expostas a radiação ultravioleta e, através da administração suplementar, ajudando na recuperação de neurónios afectados pela doença de Alzheimer e por episódios de isquemia.

Vimpocetina:

Vasodilatador cerebral, aumenta a circulação dos vasos sanguíneos cerebrais e a memória de médio prazo. Atua por inibição da fosfodiesterase, o que aumenta o AMPc.

Huperzine A:

Inibe a enzima acetilcolinesterase, que degrada a acetilcolina – um neurotransmissor indispensável ao funcionamento ideal da cognição. Desta forma, aumenta a quantidade de acetilcolina disponível no cérebro. Ao contrário dos medicamentos, a huperzine A não cria habituação, podendo assim ser utilizada a longo prazo. A sua ação tem uma duração mais prolongada, é absorvida de forma mais rápida, atravessa mais rapidamente a barreira hemato-encefálica.

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Resveratrol:

Retarda o envelhecimento celular cerebral, muscular e cardíaco. Melhora a relação entre as frações do colesterol, diminui risco de doenças cardiovasculares, auxilia no combate as dores articulares, previne a doença de Alzheimer, aumenta resistência de fibras colágenas, inibe formação de radicais livres, pode auxiliar no tratamento do câncer. (10)

Pregnenolona:

Hormônio responsável pela função metabólica do nosso cérebro, produzida nas glândulas suprarrenais, mitocôndrias e no próprio cérebro.  Seu declínio começa a ocorrer a partir dos 30 anos de idade, sendo que aos 60 anos, a maioria das pessoas não consegue produzir mais do que 25% da quantidade necessária ao seu metabolismo. Abundante hormônio cerebral que pode ajudar no processo da memória, sendo precursor de hormônios esteróides. Têm função de neurotransmissor e estímulo da neurogênese. Eleva a resistência ao estresse e à nossa capacidade física, mental e memorial, além de acelerar a velocidade de transmissão dos impulsos nervosos, beneficiando também o aumento da interconectividade neuronal e a redução da sensibilidade à dor e à resposta inflamatória.

Astragaloside:

É um ativador da telomerase, inibe a peroxidação lipídica, neuroprotetor, protege neurônios dopaminérgicos, principalmente degenerescência.

Fisetina:

Oferece proteção significativa contra o declínio da função cerebral, pois atua através de um conjunto diversificado de ações, aumenta nível ATP, ajuda a preservar a função mitocondrial. O processo de maturação desencadeado pela fisetina também é importante na formação da memória, um processo chamado de “potencialização de longo prazo”, ou PLP. A PLP permite que memórias sejam armazenadas no cérebro, ao estabelecer conexões mais fortes entre os neurônios2.

nutrientes cérebro

Considerações Finais

Gradualmente há um declínio na capacidade cognitiva e na velocidade do processamento cerebral, incorrendo em perda de memória, lentificação do raciocínio, baixos níveis de energia, fadiga crônica, além de alterações de humor. Essas queixas, aliás, correspondem à boa parte dos pacientes que ultrapassam os 30 anos de idade. É importante ressaltar, entretanto, que na adolescência isso também é comum, já que o estresse é grande aliado da perda de memória recente.

O cérebro humano está constantemente sofrendo alterações e este é um dos motivos que dificulta o entendimento de seus mecanismos, como a regulação da neuroplasticidade após alguma lesão.

A força da nutrição na produção da memória, equilíbrio de humor, concentração e consequente aprendizagem. Para regenerar e revigorar a condição mental, é necessário adquirir um estilo de vida saudável que inclui, relaxamento, meditação, exercícios e bom sono.

O cérebro é composto por gordura e colesterol. A maior parte dos ácidos graxos no cérebro é saturada. Portanto, uma dieta que restringe gorduras saturadas saudáveis restringe e sequestra as matérias primas para o bom funcionamento cerebral.

A combinação de exercício com uma dieta rica em flavonóides teve efeitos positivos na plasticidade neuronal com diminuição o concomitante da expressão de genes envolvidos na inflamação e morte celular.

Exercitar o cérebro é tão importante quanto exercitar o corpo. O desenvolvimento da reserva funcional através de prática de exercícios mentais aliado a um estilo de vida saudável, oferece mais chances de manter a plasticidade cerebral e sua habilidade de aprender, à medida que envelhece.

O livro Nutrição Cerebral de Helion Póvoa revela como a medicina e a psiquiatria ortomoleculares podem se tornar ferramentas importantes na prevenção dos sofrimentos mentais, através da manutenção e amplificação da inteligência humana. Ao adotarmos uma dieta que não fornece os nutrientes fundamentais ao cérebro abre-se uma janela ao sofrimento.

Gostou desta série? Não deixe de conferir as outras partes desta série:
Parte 1
Parte 2
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

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